terça-feira, 20 de maio de 2008

Soneto Sujo


O povo vive a desgraça
Brada forte na praça
Poder reacionário devassa...
o grito silencioso da massa

Não há luz, não há esperança
Choro como uma criança
A luta árdua me cansa
A lâmina da faca me amansa

Palavras como tiro na mente
Um estampido verbal se sente
Morto por uma serpente

Corra, corra antes que morra!!!
Ferido, sujo, fedido
Dentro de uma masmorra!!

São Paulo, numa noite revoltada do dia 23 de março de 2008.

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