segunda-feira, 19 de maio de 2008

Soneto de Festa


Divirto-me só, sem comemoração
Confraternizo com a solidão
Multidão, milhares de mim
Salão repleto de nada festejo assim

Não existe trio elétrico
No carnaval de um patético
Bailando feliz com o ar
Belo par!! Sem pés para pisar

Festejos sóbrios sem dançar
Risos abafados, acenos atados
Sem anedotas para gargalhar

Embriaguez solitária de um nanico
Pequeno, as traças abandonado
Na sarjeta ilusória eu fico.

São Paulo, algum dia no prédio da Geografia, 2008

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